Cresci em Angola carregando uma depressão que não sabia nomear. A minha saída eram os relacionamentos — mas eu sempre saía mais perdida, porque eu não me relacionava com o outro, eu me tornava ele. Quando terminava, olhava pro espelho e não sabia mais quem estava ali.
Fiz terapia por 10 anos. Ajudava, mas algo sempre ficava de fora — uma camada que as palavras não alcançavam.
Aos 18, um relacionamento difícil me jogou pra dentro de mim mesma e o mundo espiritual se abriu. Pela primeira vez, as perguntas que me acompanhavam desde criança começaram a fazer sentido: quem sou eu? por que estou aqui? existe algo maior me cuidando?
Fui morar em Pipa, depois na Austrália, e em Bali tive a experiência que mudou tudo. Vi que era possível ser espiritual e querer coisas. Querer dinheiro, prazer, amor, uma vida bonita. Que o sagrado não pede que você abra mão da parte mundana — ele pede que você a vivencie com consciência.
Comecei a estudar reiki, ThetaHealing, meditação, medicinas da natureza — e entendi que psicologia sem espiritualidade deixa algo essencial de fora. Mente, corpo e espírito precisam ser integrados pra uma mudança real acontecer.
De uma jovem perdida em si mesma, me tornei alguém com propósito. E hoje dedico minha vida a ajudar outras mulheres a fazerem essa mesma travessia.







